sexta-feira, 15 de maio de 2020

O Canto das Três Raças: prolongamentos agremiativos em Pernambuco por João Araújo

O Canto das Três Raças:
prolongamentos agremiativos em Pernambuco
por João Araújo
(artigo publicado originalmente no Site BRmaisAQUI)


A convergência da diversidade étnica na formação cultural de uma nação é um presente concedido pelo passar do tempo. Se afirmo hoje que uma sociedade possui o privilégio por ter sido formada pela mistura diversificada de vários povos, não posso esquecer que tal processo certamente foi doloroso num tempo quando práticas como a escravidão, por exemplo, participavam da rotina dos cidadãos. Esse fato tenebroso da nossa história é inegável e deixou sequelas profundas. Quero focar, entretanto, as atenções no lado positivo, isto é, nas heranças culturais que tais etnias deixaram para as gerações futuras. 

Cuidar bem das boas memórias e sementes culturais, semeá-las com carinho e fazê-las brotar os bons frutos que cada raça transportou no corpo e na alma durante os séculos é atuar na rica fertilização da sociedade; é uma missão de amor. No caso do Brasil, assim espero que sempre o seja. Nosso país deve se orgulhar da beleza e confluência das suas ricas origens. Em muitas regiões, mantém-se continuamente o germinar e o brotar dos traços culturais ancestrais. Das figuras do indígena, do africano e do europeu saltaram e saltam particularidades diversas que habitam os nossos dias, muitas vezes e infelizmente, sem a atenção merecida. Irei lançar essa reflexão sobre o nordeste brasileiro.

Considero especialmente o estado que já foi um dia conhecido como o Leão do Norte. Lá em Pernambuco, as três raças também encontraram prolongamentos peculiares na coletividade de diversos grêmios carnavalescos como forma de expressão cultural. Hoje, porém, apesar de um tipo de agremiação fazer referência cultural a uma determinada linhagem, as suas alas são compostas por “desfilantes” de múltiplas origens étnicas, dando, assim, o colorido humano característico do carnaval, como sempre deve ser. Apesar de o catálogo de agremiações carnavalescas ser muito mais vasto, limitar-me-ei aqui a destacar apenas três exemplos delas, fazendo, assim, uma ligação com cada um dos grupos étnicos acima citados.

O Indígena

O meu ponto de partida é, portanto, o caso da cultura indígena. Esta ganhou um prolongamento coletivo no Folclore pernambucano através de agremiações chamadas Caboclinhos ou Cabocolinhos. Aí, homens e mulheres trajam fantasias compostas por saias, cocares, tornozeleiras, colares, pulseiras, braceletes e cintos com chocalhos presos, todos manufaturados com ricas e coloridas penas. O repertório que se toca em tais grupos se inspira em sonoridades florestais primitivas. A base rítmica utilizada é composta por toques percussivos de tambores e preacas, estes últimos sendo instrumentos de percussão em forma de arco e flecha que emitem estalos secos de madeira. Também se utilizam flautins de taquara, costurando melodias agudas e alegres em cadências distintas, das quais se destacam o canto guerreiro e o perré. 

No carnaval, muitos desses grupos desfilam pelas ruas do Recife presenteando os olhares atentos da multidão com um espetáculo de exuberância e lépida alegria. Assim, a cultura indígena encontrou uma forma alternativa e diferente de se estender e de expressar os seus costumes, crenças e lendas, que, aliás, não são poucas. Entre os vários mitos, destacam-se a lenda do Boto cor-de-rosa (o galanteador), do Curupira e da Caipora (dois dos guardiões das florestas), do Boitatá (a serpente de fogo), a lenda da Mandioca e a lenda da Iara (a mãe d'água). 

Em geral, uma mitologia vai sendo passada de boca em boca através das gerações, como uma espécie de bastão da tradição, e, nesta corrida de transmissão oral, as histórias vão sofrendo alterações e variações ao longo dos anos. No caso da lenda da Iara (formada pela composição das palavras y, água, e ara, senhora), por exemplo, diz-se que, numa de suas primeiras versões, referia-se a um homem-peixe que atacava pescadores e os levava para o fundo dos rios. Só a partir do século XVIII, uma versão feminina da mulher encantada e sedutora passou a vigorar no imaginário popular, que, por sua vez, também já encontra influências trazidas do universo mitológico das sereias. 

Controvérsias à parte, o que quero destacar aqui é a manifestação agremiativa e o estilo musical de base indígena, os Caboclinhos, que se fizeram impor no ambiente carnavalesco e carregam em si a expressão maior da cultura desta etnia em seus desfiles pelas ruas da cidade.

Carijós, Canindés, Taperaguases,
Caboclo Tupy, Tapirapés,
Caboclinhos Tabajaras,
É ela a mulher, Senhora das Águas,
É ela a mulher, Ôô ô Iara...

Vem lá do Norte
O negro dos olhos
Cabelos e lábios de mulher
Deusa tão forte
Nas águas escuras
Caboclo se entrega aos seus pés

É guardiã
Dos rios, da mata,
Se enfeita com a flor do mururé
Ela é irmã
Do fogo que arde
No sangue da presa que lhe quer

Sirena chamou
Marujo sumiu
Sereia cantou
Iara levou
O tapuio pro rio

O canto que essa mulher detém
Toda floresta não será capaz
De suportar, de tanta magia,
Aracuã vadia, já não canta mais

Quando ela sai, leva mil reféns
No igarapé, sobressalta a paz,
Céu escurece e o vento esfria
Jassanã se avia, capiuara atrás

Iara é lenda que do povo vem
Mora na fé de todo rapaz
De se perder nessa febre estranha
Da pele castanha que a morena traz

Letra do Caboclinho “Senhora das Águas”

O Africano

Agora, considero o segundo caso a que me proponho neste artigo. Em Pernambuco, no que diz respeito aos prolongamentos carnavalescos do africano, há um gênero agremiativo, entre outros, que traduz essa cultura através do poder estrondoso e arrepiante dos tambores: o Maracatu Nação, também conhecido como Maracatu de Baque Virado. Cultura secular, em seus cortejos pelas ruas, o Maracatu representa o universo da nobreza africana de tempos remotos, como os reinados do Congo. O grupo é diferenciado em alas que refletem as cortes imperiais da África do passado. Exemplos desses integrantes legítimos são o rei, a rainha, os ministros e embaixadores, as damas da corte e o porta-estandarte. Há também as damas do paço, que carregam nos braços e exibem ao público as calungas, bonecas negras enfeitadas, simbolizando os orixás, tais como Xangô ou Oxum. Em Pernambuco, há muitos Maracatus em atividade, a citar alguns deles: Nação Leão Coroado, Nação Porto Rico, Nação Estrela Brilhante de Igarassú, Nação Estrela Brilhante de Recife e Nação de Maracatu Cambinda Estrela. Um dos mais antigos foi o Maracatu Elefante, fundado em 1800, e que teve a famosa Dona Santa como sua rainha.

Os Maracatus são um espetáculo rico e instigante, muito disso se devendo à força rítmica e imponente da ala dos batuqueiros. Suas viradas e levadas são proporcionadas principalmente pelas alfaias, grandes tambores adornados e coloridos confeccionados artesanalmente. Às alfaias, juntam-se, ainda, outros instrumentos percussivos, como os xequerês, os gonguês, as maracás e as caixas. A polirritmia se inicia, muitas vezes, após o Mestre puxar uma loa, que é a parte de um verso musical cantado sem acompanhamento instrumental.

Por volta de 1960, em Recife, houve um movimento para dar mais espaço à expressão africana e se criou a chamada Noite dos Tambores Silenciosos, que, desde então, decorre durante a segunda-feira de carnaval no Pátio do Terço, no Bairro de São José. Nesta cerimônia de sincretismo religioso, os Maracatus se reúnem e realizam apresentações coletivas até que, em determinado momento, os tambores silenciam, as luzes do pátio são apagadas e todos juntos realizam uma oração em iorubá.

Segunda-feira vai arder lá no Pátio do Terço
Oração de tambor
Segunda-feira vai surgir do metal no gonguê
Som estalado de amor
Segunda-feira vai tremer na virada da caixa
A loa que o Mestre puxou
Segunda-feira vai bulir cabaceiro amargoso
Na mão que Calunga jogou

Calunga, saculeja esse xequerê
Que a pele da morena, assim, suará
Não esqueça: Calunga bom tem que remexer
Sem perder a toada que libertará

Letra do Maracatu “Xequerê de Calunga”

O Europeu

Para finalizar esse breve passeio pelos prolongamentos étnico-culturais no carnaval pernambucano, retornemos ao fim do século XIX e consideremos predominantemente os desdobramentos da influência europeia lusófona no nordeste brasileiro. Naquela época, nos bairros do Recife, havia diversos grupos de músicos seresteiros que se reuniam constantemente para realizar os seus saraus, serenatas e recitais em família. Por outro lado, da tradição religiosa portuguesa, a sociedade já estava acostumada às práticas das procissões e do pastoril, um folguedo europeu relacionado ao Presépio e que se compõe por meio de danças e músicas, sejam elas religiosas ou profanas. Da confluência desses movimentos, por volta de 1920, nasceram os Blocos Carnavalescos. Mas, atenção! Entenda-se aqui que tais agremiações não têm nada de parecido com os blocos ou, muito menos, com os trio-elétricos como os entendemos hoje. A música dessas agremiações era proporcionada por uma orquestra de pau-e-corda formada por violões, bandolins, violinos, flautas, clarinetes de ébano, surdos e pandeiros, entre outros instrumentos. Além disso, um coral feminino ficava responsável por propagar os textos dos frevos-de-bloco, embebidos de muito lirismo romântico e saudosista.

Os Blocos Carnavalescos também viriam trazer um marco social significativo para a comunidade, pois permitiram a inclusão feminina e sua presença mais segura na participação do carnaval de rua. Naquela época, o carnaval fora dos clubes carregava muitos traços de violência devido ao desconfortável jogo hostil dos mela-melas, das contendas constantes e das desavenças, heranças essas ainda do truculento entrudo português. As ruas não eram nada convidativas para as esposas, irmãs, primas e filhas dos seresteiros. Sendo assim, a solução da vez trazida pelos Blocos Carnavalescos foi o uso do famoso cordão protetor, que era carregado pelos homens, salvaguardando as suas queridas companheiras da agressividade exterior.

O movimento dos Blocos Carnavalescos Líricos, como são denominados hoje, teve muitos altos e baixos ao longo dos anos. Entretanto, o estado atual, após a virada do milênio, é de grande esplendor. Hoje, há mais de cinquenta agremiações desse tipo fundadas em diversos bairros da capital pernambucana e cidades adjacentes. Cada qual é formada por uma quantidade média de setenta ou oitenta componentes. Desfilam pelas ruas do Recife, promovendo um espetáculo visual e sonoro de lirismo sem igual. A grande apoteose é um evento chamado de Encontro dos Blocos Líricos e ocorre no Marco Zero do Recife, na segunda-feira de carnaval. Vale aqui citar os nomes de algumas dessas agremiações: Um Bloco em Poesia, Eu Quero Mais, Flor Camará, Amantes das Flores de Camaragibe, Flor do Eucalipto de Moreno, Cordas e Retalhos, O Bonde, Artesãos de Pernambuco, Flor da Lira de Olinda, Banhistas do Pina e Bloco das Ilusões, entre tantos outros.

Neons, banhando o espelho desse rio marrom
De saia longa em vibrações crepom
Trocai a vossa fria luz neon
Pelo calor dos nossos corações

Soltai a branca voz das procissões
Tocai a rubra corda dos violões
Vesti a manta azul das tradições
E a verde-glória luz da multidão
A gloriosa luz da multidão
A gloriosa luz da multidão
A gloriosa luz da multidão

Letra do Frevo-de-Bloco “A Luz dos Blocos”

A Mistura

Essa é uma pequena parcela das nuances do carnaval de Pernambuco. Nesse estado, muito do carnaval é feito pela sua própria gente, um povo lutador de singular irreverência, criatividade ímpar e humor aguçado, que muitas vezes trabalha o ano inteiro para poder colocar a sua agremiação nas ruas. Os milhares de turistas espectadores que lá vão têm, portanto, a possibilidade de assistir a uma autêntica expressão popular, uma espécie de teatro ao ar livre, onde a sua gente faz das ruas e avenidas o seu palco para encenar e expressar a riqueza das suas heranças étnico-culturais. 

Em cada um dos movimentos populares pernambucanos aqui citados, isto é, o Caboclinho, o Maracatu e o Bloco Carnavalesco Lírico, a mistura prevaleceu. Com esta breve exposição, não pretendi dar o monopólio ou o domínio do indígena, do africano ou do europeu sobre cada um dos seus respectivos movimentos agremiativos, muito menos desconsiderar o influxo de uma cultura sobre a outra. Pretendi, entretanto, destacar que em cada uma dessas manifestações coletivas carnavalescas houve, em sua origem, uma predominância e influência étnica clara que vive a brilhar hoje durante, por exemplo, os festejos de Momo. As agremiações são, assim, expressões legítimas e prolongamentos culturais dos seus indivíduos, que se realimentam dinamicamente com o passar do tempo e pulsam o colorido múltiplo do imenso mosaico social. Tudo isso vai sendo transmitido de geração para geração. Trata-se de uma gostosa e divertida lição de história e de amor pelas raízes da nossa gente.

Artigo publicado originalmente no Site BRmais: AQUI

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No Palácio do Galo da Madrugada - João Araújo

#TBT: Recordo aqui um trecho da minha declamação na sede do Palácio do Galo da Madrugada 😀Lá, no palco, numa Quinta-feira, dediquei um Cordel (Poema) de minha autoria a este monumento da Cultura Brasileira 😍🙏🍀

LINK para a declamação AO VIVO:  AQUI



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quinta-feira, 14 de maio de 2020

Jó Patriota - Episódio 01 (Grandes Mestres do Repente Cantoria) poesia cordel versos violeiro

Neste video eu trago o primeiro episódio sobre Jó Patriota. Inspirado poeta repentista violeiro, Jó Patriota contribuiu para o meio da Poesia Popular com muito talento poético, ficando conhecido como "O Último dos Líricos". O video faz parte da série "Mestres da Poesia" (ou Grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas) trazendo poemas, textos, poesias, versos, sextilhas, décimas, galopes, martelos, redondilhas maiores, gemedeiras enfim, um pouco da rica produção desses guerreiros (violeiros repentistas) da arte da poesia. 


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No que diz respeito aos grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas podemos citar: Louro do Pajeú, Pinto do Monteiro, João Paraibano, Cego Aderaldo, Otacílio Batista, Antônio Marinho, Edmilson Ferreira, Rogério Menezes, Antonio Lisboa, Ivanildo Vila Nova, Geraldo Amâncio, Valdir Teles, Rogaciano Leite, Patativa do Assaré, entre outros.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Poema sobre a Pandemia - João Araújo

Poema sobre a Pandemia
(Poema sobre o Corona / Covid19)
(Cordel sobre a Pandemia)






ASISTA A DECLAMAÇÃO AQUI


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Neste vídeo eu trago uma breve reflexão em versos (através da arte da poesia) sobre talvez o momento mais delicado que a humanidade esteja enfrentando depois da Segunda Guerra Mundial: de um lado o enfrentamento do Corona Vírus (Covid-19) e do outro uma crise Econômica de dimensões assustadoras. O poema foi composto nos moldes da família da poesia popular. Como artista, compositor e poeta eu não poderia me furtar a refletir sobre essa temática tão sensível para todos nós.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Louro do Pajeú - Episódio 03 (Grandes Mestres do Repente Cantoria) poesia cordel versos violeiro

Neste video eu trago o "terceiro" Episódio sobre Lourival Batista (o Louro do Pajeú). Louro é reconhecido como um dos maiores nomes do Repente, arte da Poesia Popular, também comumente referida como cantoria de viola, que explora o improviso e os desafios entre os violeiros. O video faz parte da série "Mestres da Poesia" (ou Grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas) trazendo poemas, textos, poesias, versos, sextilhas, décimas, galopes, martelos, redondilhas maiores, gemedeiras enfim, um pouco da rica produção desses guerreiros (violeiros repentistas) da arte da poesia.


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  • Louro do Pajeú Episódio-1: AQUI  
  • Louro do Pajeú Episódio-2: AQUI 
No que diz respeito aos grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas podemos citar: Louro do Pajeú, Pinto do Monteiro, João Paraibano, Cego Aderaldo, Otacílio Batista, Antônio Marinho, Edmilson Ferreira, Rogério Menezes, Antonio Lisboa, Ivanildo Vila Nova, Geraldo Amâncio, Valdir Teles, Rogaciano Leite, Patativa do Assaré, entre outros. 

sábado, 9 de maio de 2020

Rogério Menezes - Episódio 01 (Grandes Mestres do Repente Cantoria) poesia cordel versos violeiro

Neste video eu trago o primeiro episódio sobre o poeta repentista Rogério Menezes. Rogério Menezes é natural da Paraíba e promove vários Festivais de Violeiros pelo país, tendo também divulgado a arte dos violeiros nordestinos na Rádio e Televisão. O video faz parte da série "Mestres da Poesia" (ou Grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas) trazendo poemas, textos, poesias, versos, sextilhas, décimas, galopes, martelos, redondilhas maiores, gemedeiras enfim, um pouco da rica produção desses guerreiros (violeiros repentistas) da arte da poesia. 


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No que diz respeito aos grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas podemos citar: Louro do Pajeú, Pinto do Monteiro, João Paraibano, Cego Aderaldo, Otacílio Batista, Antônio Marinho, Edmilson Ferreira, Rogério Menezes, Antonio Lisboa, Ivanildo Vila Nova, Geraldo Amâncio, Valdir Teles, Rogaciano Leite, Patativa do Assaré, entre outros. 

quinta-feira, 7 de maio de 2020

POEMA sobre a VIDA É UM MILAGRE (João Araújo) - poesia cordel versos

Um poema que faz uma reflexão sobre o Tempo, o Destino, o milagre que é viver e sobre o quão pouco nós, mergulhados em nosso cotidiano e na correria da vida, pensamos a respeito disso tudo. Aqui a arte da poesia é explorada num poema escrito em versos livres. O video faz parte da série "Minuto da Poesia" que contempla vários formatos de poemas, textos, poesias, versos, sextilhas, décimas, galopes, martelos, redondilhas maiores, gemedeiras enfim, um pouco do rico fazer poético.


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No meu Canal, você também pode encontrar a série "Mestres da Poesia" que mostra um pouco da poesia universal e popular do Nordeste. Entre os nomes que marcaram o cenário poético, podemos citar Carlos Drumond de Andrade, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Augusto dos Anjos, Paulo Leminski e tantos outros. No que diz respeito aos grandes mestres do repente, maiores cantadores e poetas do Brasil podemos citar: Louro do Pajeú, Pinto do Monteiro, João Paraibano, Cego Aderaldo, Otacílio Batista, Antônio Marinho, Edmilson Ferreira, Rogério Menezes, Antonio Lisboa, Ivanildo Vila Nova, Geraldo Amâncio, Valdir Teles, Rogaciano Leite, Patativa do Assaré, entre outros.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Valdir Teles - Episódio 01 (Grandes Mestres do Repente Cantoria) poesia cordel versos violeiro

Neste video eu trago o primeiro episódio sobre o poeta Valdir Teles, talentoso repentista violeiro nascido na Paraíba (Livramento). O video faz parte da série "Mestres da Poesia" (ou Grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas) trazendo poemas, textos, poesias, versos, sextilhas, décimas, galopes, martelos, redondilhas maiores, gemedeiras enfim, um pouco da rica produção desses guerreiros (violeiros repentistas) da arte da poesia. 


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No que diz respeito aos grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas podemos citar: Louro do Pajeú, Pinto do Monteiro, João Paraibano, Cego Aderaldo, Otacílio Batista, Antônio Marinho, Edmilson Ferreira, Rogério Menezes, Antonio Lisboa, Ivanildo Vila Nova, Geraldo Amâncio, Valdir Teles, Rogaciano Leite, Patativa do Assaré, entre outros.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Pinto do Monteiro - Episódio 02 (Grandes Mestres do Repente Cantoria) poesia cordel versos violeiro

O Segundo Episódio sobre Pinto do Monteiro está Imperdível! Aqui é mostrado como ele arranjou uma Saída Genial para um Mote inesperado e muito difícil.

Pinto do Monteiro, famoso repentista violeiro, que ficou conhecido como "A Cascavel do Monteiro" ou "A Cascavel do Repente", por suas respostas certeiras (botes) nos seus adversários. O video faz parte da série "Mestres da Poesia" (ou Grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas) trazendo poemas, textos, poesias, versos, sextilhas, décimas, galopes, martelos, redondilhas maiores, gemedeiras enfim, um pouco da rica produção desses guerreiros (violeiros repentistas) da arte da poesia.



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Assista ao Episódio-01 sobre Pinto do Monteiro aqui:


quinta-feira, 30 de abril de 2020

Louro do Pajeú - Episódio 02 (Grandes Mestres do Repente Cantoria) poesia cordel versos violeiro

Este é o SEGUNDO Episódio sobre o poeta violeiro (repentista) Louro do Pajeú. Aqui eu conto o porquê de Louro (Lourival Batista Patriota) ter sido considerado "O Rei do Trocadilho" no cenário da Poesia Popular. O video faz parte da série "Mestres da Poesia" (ou Grandes mestres do repente, maiores cantadores e poetas do Brasil) trazendo poemas, textos, poesias, versos, sextilhas, décimas, galopes, martelos, redondilhas maiores, gemedeiras enfim, um pouco da rica produção desses guerreiros (violeiros repentistas) da arte da poesia.


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Assista ao Episódio-01 sobre Louro do Pajeú aqui:


Ivanildo Vilanova - Episódio 01 (Grandes Mestres do Repente Cantoria) violeiro cordel versos poema

Neste video eu trago o primeiro episódio sobre Ivanildo Vilanova. Renomado repentista violeiro nascido em Caruaru, Pernambuco. Ivanildo Vilanova deu grandes contributos à Cantoria não só com o seu trabalho como poeta repentista violeiro, mas fez a própria arte dos repentistas se expandir e se enriquecer como incentivador do Repente. 

O video faz parte da série "Mestres da Poesia" (ou Grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas) trazendo poemas, textos, poesias, versos, sextilhas, décimas, galopes, martelos, redondilhas maiores, gemedeiras enfim, um pouco da rica produção desses guerreiros (violeiros repentistas) da arte da poesia. No que diz respeito aos grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas podemos citar: Louro do Pajeú, Pinto do Monteiro, João Paraibano, Cego Aderaldo, Otacílio Batista, Antônio Marinho, Edmilson Ferreira, Rogério Menezes, Antonio Lisboa, Ivanildo Vila Nova, Geraldo Amâncio, Valdir Teles, Rogaciano Leite, Patativa do Assaré, entre outros.


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POEMA sobre o DESTINO e PORVIR: De Selene Poema 5/Parte1 (João Araújo) - poesia cordel versos


Neste video eu trago um poema extraído do meu livro "DE SELENE". O texto propõe uma reflexão sobre a temática do porvir, do fluxo das coisas, a passagem do tempo e a possibilidade de um destino inexorável.
O video faz parte da série "Minuto da Poesia" que contempla vários formatos de poemas, textos, poesias, versos, sextilhas, décimas, galopes, martelos, redondilhas maiores, gemedeiras enfim, um pouco do rico fazer poético.


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POEMA sobre a MUSA: De Selene Poema 3/Parte2 (João Araújo) - poesia cordel versos

Neste video eu trago mais um texto extraído do meu livro "DE SELENE", o livro mistura um pouco a arte da poesia com a arte da prosa e ainda traz um ensaio fotográfico. Aqui, percorro um dos grandes temas recorrentes na poesia.


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CORDEL sobre a PANDEMIA: Seremos Iluminados (João Araújo) - poesia cordel versos repente

Neste vídeo eu trago uma breve reflexão em versos (através da arte da poesia) sobre talvez o momento mais delicado que a humanidade esteja enfrentando depois da Segunda Guerra Mundial: de um lado o enfrentamento do Corona Vírus (Covid-19) e do outro uma crise Econômica de dimensões assustadoras. O poema foi composto nos moldes da família da poesia popular. Como artista, compositor e poeta eu não poderia me furtar a refletir sobre essa temática tão sensível para todos nós.


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POEMA sobre a LIBERDADE: De Selene Poema 3/Parte1 (João Araújo) - poesia versos

Neste video eu trago um texto extraído do meu livro "DE SELENE", o livro mistura um pouco a arte da poesia com a arte da prosa. Aqui, os versos são livres, sem o rigor da métrica e da rima.



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Poema sobre o Beijo (João Araújo) - poesia verso poema de amor

Neste video eu trago um poema sobre o BEIJO (poesia sobre o BEIJO). O nome do poema é Sabor do Beijo. Beijos apaixonados, beijos quentes e beijos mornos, beijo de amor, beijo na boca, beijo sensual, beijos açucarados, beijo de língua, beijar o amor da vida, beijar a namorada e o namorado, beijar o marido, beijar a esposa, beijos molhados, beijo romântico, beijo arrebatador... Enfim, beijar é muito bom!


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segunda-feira, 27 de abril de 2020

POEMA sobre a ESPERANÇA: Sonhemos (João Araújo) - poesia cordel versos

SONHEMOS (João Araújo)

Neste video explorei a arte da poesia para falar um pouco sobre a "esperança". Aqui, os versos são livres, sem o rigor da métrica e da rima.


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Cordel sobre as Nossas Diferenças (João Araújo) - poesia cordel versos poema

NOSSAS DIFERENÇAS (João Araújo)

Os cordelistas (poetas do povo) têm essa tradição de tecer críticas a determinados comportamentos que encontramos em nossa sociedade. Por isso, neste video explorei a arte do cordel e da poesia para falar um pouco sobre racismo, discriminação e preconceito de uma forma um tanto descontraída e irônica.


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AO VIVO: Cordel sobre o Galo da Madrugada (João Araújo) - poesia cordel versos

NO PALÁCIO DO GALO (João Araújo)

Neste video explorei a arte do cordel e da poesia para falar um pouco sobre o maior Bloco Carnavalesco do mundo: o Galo da Madrugada (diretamente do Palácio do Galo da Madrugada). Foi numa apresentação na cidade do Recife em que fui convidado para participar e fazer um recital, ou seja, uma declamação de entrada para um Bloco Carnavalesco Lírico chamado "Um Bloco em Poesia". A emoção foi grande, por subir no palco do Galo da Madrugada e declamar esses versos.


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AO VIVO: Cordel sobre Produtos pra Descomprar (João Araújo) - poesia cordel verso

PRODUTOS PRA DESCOMPRAR

Neste video explorei a arte do cordel e da poesia para falar um pouco sobre a sociedade de consumo e o consumismo. A apresentação que fiz foi na cidade de Nuremberg, na Alemanha. Lá mostrei minhas composições e alguns dos meus repentes, cordéis e poemas.


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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Cuscuz Nordestino (João Araújo) - poesia cordel versos

CUSCUZ (João Araújo)

Neste video explorei a arte do cordel e da poesia para falar um pouco sobre o cuscuz nordestino, comida típica e famosa, bastante marcante com inúmeras receitas: cuscuz com leite, cuscuz com queijo, cuscuz com café, cuscuz com charque, cuscuz com manteiga, cuscuz doce, cuscuz salgado, enfim, receita de cuscuz de todo jeito. 


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No que diz respeito aos Grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas podemos citar: Louro do Pajeú, Pinto do Monteiro, João Paraibano, Cego Aderaldo, Otacílio Batista, Antônio Marinho, Edmilson Ferreira, Rogério Menezes, Antonio Lisboa, Ivanildo Vila Nova, Geraldo Amâncio, Valdir Teles, Rogaciano Leite, Patativa do Assaré, entre tantos outros. 

ABC da Educação (João Araújo) - poesia cordel versos

De “A” a “Z” com a Educação (João Araújo)

Neste video explorei a arte da poesia para falar um pouco de educação. Aqui, naveguei pelas letras do alfabeto da língua portuguesa, tentando fazer uma "varredura" por todo o nosso ABC. O texto ficou com uma cara de poema de cordel, com um toque de poesia popular. Espero que gostem.



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No que diz respeito aos Grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas podemos citar: Louro do Pajeú, Pinto do Monteiro, João Paraibano, Cego Aderaldo, Otacílio Batista, Antônio Marinho, Edmilson Ferreira, Rogério Menezes, Antonio Lisboa, Ivanildo Vila Nova, Geraldo Amâncio, Valdir Teles, Rogaciano Leite, Patativa do Assaré, entre tantos outros. Acompanhe a Série sobre os cantadores violeiros (grandes poetas repentistas) aqui:


Geraldo Amâncio - Episódio 01 (Grandes Mestres do Repente Cantoria) poesia cordel versos repente

Neste video eu trago o primeiro episódio sobre o violeiro repentista Geraldo Amâncio. Além de poeta, Amâncio é também contador de causos e pesquisador da cultura nordestina, da arte dos violeiros, dos repentistas e poetas populares. O video faz parte da série "Mestres da Poesia" (ou Grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas) trazendo poemas, textos, poesias, versos, sextilhas, décimas, galopes, martelos, redondilhas maiores, gemedeiras enfim, um pouco da rica produção desses guerreiros (violeiros repentistas) da arte da poesia.


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Otacílio Batista - Episódio 01 (Grandes Mestres do Repente Cantoria) poesia cordel versos repente

Neste video eu trago o primeiro episódio sobre Otacílio Batista Patriota. Otacílio Batista foi um repentista violeiro nascido em São José do Egito. Irmão de Louro do Pajeú e de Dimas Batista, Otacílio Batista também ficou muito famoso na MPB como eu conto aqui neste episódio. O video faz parte da série "Mestres da Poesia" (ou Grandes mestres do repente, maiores cantadores do Brasil e poetas) trazendo poemas, textos, poesias, versos, sextilhas, décimas, galopes, martelos, redondilhas maiores, gemedeiras enfim, um pouco da rica produção desses guerreiros (violeiros repentistas) da arte da poesia.


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João Paraibano - Episódio 01 (Grandes Mestres do Repente Cantoria) poesia cordel versos repente

Neste video eu trago o primeiro episódio sobre João Pereira da Luz (o João Paraibano). Brilhante repentista violeiro nascido em Princesa Isabel, na Paraíba. João teve poucos estudos formais, mas seu talento poético impressionou o meio da Poesia Popular por sua inspiração elevada e grandiosidade poética. O video faz parte da série "Mestres da Poesia" trazendo poemas, textos, poesias, versos, sextilhas, décimas, galopes, martelos, redondilhas maiores, gemedeiras enfim, um pouco da rica produção desses guerreiros (violeiros repentistas) da arte da poesia.


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Louro do Pajeú - Episódio 01 (Grandes Mestres do Repente Cantoria) poesia cordel versos repente

Neste video eu trago o primeiro episódio sobre Lourival Batista Patriota (o Louro do Pajeú). Renomado repentista violeiro que ficou conhecido como o Rei do Trocadilho por realizar magistralmente jogos com as palavras nos seus repentes. O video faz parte da série "Mestres da Poesia" trazendo poemas, textos, poesias, versos, sextilhas, décimas, galopes, martelos, redondilhas maiores, gemedeiras enfim, um pouco da rica produção desses guerreiros (violeiros repentistas) da arte da poesia.


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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Pinto do Monteiro - Episódio 1 (Grandes Mestres do Repente Cantoria) poesia cordel versos repente

Neste video eu trago o primeiro episódio sobre Severino Lourenço da Silva Pinto (o Pinto do Monteiro). Renomado repentista violeiro que ficou conhecido como a Cascavel do Monteiro (ou a Cascavel do Repente) pela sua velocidade em elaborar respostas ligeiras e certeiras com os seus repentes e chavear os seus oponentes. O video faz parte da série "Mestres da Poesia" trazendo poemas, textos, poesias, versos, sextilhas, décimas, galopes, martelos, redondilhas maiores, gemedeiras enfim, um pouco da rica produção desses guerreiros (violeiros repentistas) da arte da poesia.


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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Matéria sobre João Araújo

Matéria sobre Lançamento de Livros

Gostaria de agradecer ao Site Werner Social (por Augusto Werner) pela divulgação dos lançamentos dos meus dois mais recente livros na Feira do Livro de Frankfurt - 2019. Link para a matéria oficial aqui. Passo a reprodução da matéria abaixo:













domingo, 27 de outubro de 2019

João Araújo - Feira do Livro de Frankfurt 2019

Gostaria de agradecer a todos os responsáveis pela matéria que saiu na Coluna de João Alberto (http://www.joaoalberto.com/) sobre o lançamento dos meus 2 livros na Feira do Livro de Frankfurt 2019:
  • Pandeiro Workshop
  • Fließende Verflechtungen


LINK PARA A MATÉRIA: aqui

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

João Araújo - Frankfurter Buchmesse 2019




João Araújo

Breve Percurso Acadêmico

João Araújo nasceu na Cidade do Recife, Pernambuco. Seu percurso acadêmico foi trilhado de forma a investir na interdisciplinaridade entre as Ciências e as Humanidades. Formou-se Bacharel e Mestre em Física Teórica pela Universidade Federal de Pernambuco (2000) e especializou-se em Literatura Brasileira pela mesma universidade (2003). Mudou-se para Portugal, no ano de 2005, para realizar o Mestrado em Criações Literárias Contemporâneas pela Universidade de Évora (finalizado em 2008). Depois, trabalhou como Investigador Científico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, até o ano de 2011. Escreveu artigos científicos para revistas internacionais, capítulos de livros e proferiu conferências, colóquios e seminários sobre temas diversos. No final de 2011 se muda para a Alemanha, onde trabalha hoje como Cientista de Dados na cidade de Munique.

Breve Percurso Artístico-Musical

João Araújo sempre teve uma vida cultural e musical produtiva. Como compositor e letrista, traz nas suas obras uma forte influência das manifestações musicais pernambucanas, desde as sonoridades regionalistas do xote, baião, toada, embolada e côco, às nuances carnavalescas do frevo, caboclinho, maracatu, boi-de-carnaval e até do samba-enredo. Numa perspectiva mais universal, também compõe em gêneros como valsa, samba, choro, bolero, bossa-nova, jazz e música pop.

Participou da produção de vários CDs, onde atuou de maneira diversa como idealizador, produtor, pesquisador fonográfico, compositor, músico e designer gráfico. A citar, alguns dos CDs por ele produzidos são: Um Bloco em Poesia (2000); Verso & Canção (2003); Valsas Pernambucanas (2004); 10 Anos de Poesia (2011) e Rival do Destino (2016). Conquistou diversos prêmios em Festivais de Músicas, a destacar o 1º lugar da Categoria Frevo-canção do Concurso “FESTIVAL NACIONAL DO FREVO - 2018” com a composição de título Claudionor, o Menino do Frevo em parceria com Bráulio de Castro.

Atuou como percussionista em Festivais, Espetáculos, Teatros e Shows de diversos artistas, dando atenção maior ao pandeiro, seu instrumento preferido, sobre o qual elaborou um livro com uma pesquisa histórica sobre o instrumento e o desenvolvimento de um método próprio para se tocar o instrumento. Tal livro tem o título “Pandeiro Workshop” e foi escrito em edição bilíngue (português e alemão) a ser lançada na Feira do Livro de Frankfurt em outubro de 2019 (Editora Gira Brasil).
Atualmente, João Araújo realiza concertos pela Europa, através de um repertório mesclado onde apresenta músicas autorais (voz e violão), performances de pandeiro, “contação” de histórias e recitais de poemas. Já teve a oportunidade de levar seus concertos a cidades diversas como Londres, Munique, Nuremberg e Lisboa. Além disso, ministra palestras sobre o Pandeiro onde utiliza como base o seu livro “Pandeiro Workshop”.

Breve Percurso Literário

Os atuais interesses intelectuais de João Araújo giram em torno da complexidade, do caos, das matemáticas não-lineares e do conceito de multiplicidade. Algumas vezes utiliza-se dessas noções como recursos auxiliares à criação literária, explorando o contraponto entre polos complementares: o regional e o universal, a expressão coloquial e o discurso formal, o cotidiano e as reflexões técnicas e filosóficas. Entende, portanto que cada texto deve ser concebido como um microcosmo que remete em si uma parte da multiplicidade do Universo, metáfora essa importada da imagem dos objetos matemáticos denominados fractais. Em essência, o seu trabalho consiste em explorar as múltiplas possibilidades criativas da “palavra” no que diz respeito à forma, aos gêneros textuais, às expressões artísticas diversas. Como ensaísta, publicou diversos artigos em livros e revistas nacionais e internacionais. É autor/organizador dos seguintes livros:

  1. A Commedia dell'Arte no Lirismo do Carnaval de Pernambuco (2005)
  2. Sinfonia Carnavalesca (2006, organização conjunta com Dalva Torres)
  3. 100 Anos de Frevo – Uma viagem nostálgica com os mestres das evocações carnavalescas (2007, em co-autoria com Margarida Pereira e Maria José Gomes)
  4. As Cidades, os Castelos e a Onda: Diálogos Interdisciplinares em Calvino, Escher e Bohr (2010)
  5. A New Vision on PHYSIS – Eurhythmy, Emergence and Nonlinearity (2010, organização conjunta com J. R. Croca)
  6. De Selene (2010)
  7. Os Destinos de Sofia (2013)
  8. Pandeiro Workshop (2019) Edição bilíngue português/alemão (Editora Gira Brasil)
  9. Fließende Verflechtungen (2019) Edição em alemão (Editora Gira Brasil)
Muitos dos seus trabalhos foram premiados, a exemplo do Prêmio Jabuti 2011 como co-autor na Categoria Ciências Exatas e do 1° Lugar do concurso nacional de contos “Agostinho de Cultura – 2012”. Em Outubro de 2019, irá lançar na Feira do Livro de Frankfurt uma coletânea de alguns dos seus contos escritos em alemão entitulada Fließende Verflechtungen.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Fließende Verflechtungen - João Araújo



Ficha Técnica:
Título: 
Fließende Verflechtungen (João Araújo)
Projeto Gráfico: Iêda Alcântara
Ilustrações: Jamile do Carmo
Revisão: Holm Pingel
Cidade/País/Ano: Heroldsbach, Deutschland, 2019
Edição: GIRABRASIL UG
ISBN: 978-3-9821276-1-3

Pandeiro Workshop - João Araújo


Ficha Técnica:
Título: 
Pandeiro Workshop (João Araújo) 
Projeto Gráfico: Iêda Alcântara 
Fotos: Carolina Araújo 
Arte da Capa: Carolina Araújo 
Revisão: Holm Pingel 
Cidade/País/Ano: Heroldsbach, Deutschland, 2019 
Edição: GIRABRASIL UG 
ISBN: 978-3-9821276-0-6

Outros Contatos

Veja Links para matérias de João Araújo:

- Um itinerário crítico para o imaginário de Mafalda Veiga:
Decomposição de um cancioneiro através da imaginação da matéria
in Germina - Revista de Literatura e Arte. (link para o artigo)